A escolha de uma exchange no Brasil virou uma espécie de teste de perfil. Há quem exerça a decisão como uma disputa simples de preço, em que vence a plataforma com a menor taxa na compra de criptomoeda à vista.
Há quem priorize variedade de moedas, acesso a ferramentas avançadas e integrações globais. Há, ainda, um grupo crescente de usuários que passou a colocar no topo da lista outros critérios menos “visíveis”, mas decisivos quando o mercado aberto: previsibilidade para saques em reais, claro de limites, atendimento capaz de resolver problemas rapidamente e sinais concretos de conformidade regulatória e controles de segurança.
Esse posicionamento do debate faz com que rankings baseados apenas em táxons, embora úteis como ponto de partida, fiquem incompletos. A porcentagem cobrada por pedido é apenas a parte explícita do custo de operação criptografada. O investidor também paga, muitas vezes sem perceber, por execução pior em momentos de volatilidade, por fricções operacionais em depósitos e saques, por horas gastas com documentação e Imposto de Renda e pelo risco de insegurança jurídica quando algo dá errado.
Na prática, a disputa deixa de ser apenas sobre “quem cobra menos” e passa a ser sobre quem entrega a experiência mais confiável e previsível para o investidor brasileiro.
Taxas e execução no livro de ofertas
Em plataformas com livro de ofertas, a taxa normalmente muda conforme o tipo de execução. Uma ordem que entra no livro e fica aguardando contraparte tende a ser considerada como maker, porque acrescenta liquidez. Uma ordem que cruza o preço e executa na hora tende a ser tomada, porque consome liquidez. Em algumas plataformas, uma mesma ordem pode ser parcialmente criadora e parcialmente tomadora, dependendo de como é preenchida.
Sem MB | Mercado Bitcoin, as taxas maker de negociação variam entre 0,015% e 0,30%, enquanto o taker varia entre 0,25% e 0,70% conforme tipo de ordem e volume negociado. Mas neste início de ano, o MB começou a oferecer 48 horas de negociações com taxa zero para todos os novos usuários. Na prática, a partir do dia 12 de janeiro, o usuário que abre conta na corretora ganha dois dias para negociar sem pagar qualquer tipo de taxa. Trata-se de uma nova política de tempo indeterminado da empresa, e não de uma campanha limitada.
Já clientes inertes, ou seja, que abriram conta no MB mas nunca movimentaram valores na plataforma, terão taxas zeradas por sete dias, de 12 a 20 de janeiro.
Sob a ótica do novo usuário, o MB passa a competir diretamente com corretoras como Binance e OKX, que, por serem estrangeiros, oferecem taxas mais baixas no mercado à vista para o investidor padrão, enquanto Foxbit e Coinbase adotam tabelas que variam conforme faixa de volume e perfil do cliente.
Taxas de negociação
| Intercâmbio | Fabricante | Tomador | Observação |
|---|---|---|---|
| MercadoBitcoin | 0,015% a 0,30% | 0,015% a 0,30% | Varia por tipo de ordem e volume movimentado. Corretora oferece 48h de taxa zero para novos clientes. |
| Binância | 0,10% | 0,10% | Taxa fixa |
| OKX | 0,10% | 0,40% | Taxas para “usuários comuns” |
| Base de moedas | 0,40% | 0,60% | Taxas básicas, mas que podem mudar para clientes “Avançados” |
| Foxbit | 0,25% | 0,50% | Para investidores iniciantes |
Entrada e saída em reais, limites claros e custo zero no básico
Boa parte do público no Brasil escolhe a troca pela previsibilidade de conseguir depositar e sacar em reais, com limites e custos explícitos. No MB, depósitos e saques em reais têm taxa zero, com valor mínimo de R$ 1, e limites diferentes para conta padrão e conta verificada. A conta padrão, por exemplo, tem saque máximo de R$ 1.000 a cada 24 horas, enquanto a conta verificada indica até R$ 50.000 a cada 24 horas.
Em comparação, Binance e OKX operam no Brasil com depósitos e saques em BRL e regras de verificação, mas com maior dependência de caminhos, condições e elegibilidade por produto. Já a Foxbit também trabalha com estrutura de níveis e limites, e expõe tabelas públicas do programa VIP e de limites. A Coinbase oferece meios de entrada e saída em reais, mas a experiência pode variar conforme elegibilidade, método e verificações ordinárias.
Segurança e governança, com foco em auditorias e controles
A comparação de segurança costuma ficar nebulosa porque quase toda empresa declara ter “tecnologia robusta”. O que diferencia é o que pode ser apontado como evidência objetiva.
O MB, por exemplo, é auditado pela KPMG, uma das quatro maiores empresas de auditoria do mundo, mantém segregação patrimonial e nunca registrou incidente crítico de segurança em 13 anos, sendo que seus sistemas evitaram mais de R$ 1 bilhão em tentativas de fraude entre 2024 e 2025.
Já a Coinbase tem uma estrutura mais próxima do mercado tradicional, com projeções financeiras auditadas e auditorias do tipo SOC em serviços de custódia. A Foxbit comunica certificação SOC 2 e, em materiais institucionais, menciona auditorias por firma de auditoria global e padrões de segurança e privacidade.
A Binance afirma ter mecanismos próprios de proteção ao usuário e histórico de coberturas em incidentes. A OKX, por sua vez, carrega o peso de episódios regulatórios em certos mercados e reforça iniciativas de compliance para mitigar esse tipo de risco.
Evidências públicas de auditoria e controles
| Intercâmbio | Auditórios e controles |
|---|---|
| MercadoBitcoin | Auditoria KPMG, segregação patrimonial, sem incidente crítico em 13 anos, fraude evitada acima de R$ 1 bi (2024–2025) |
| Base de moedas | Demonstrações financeiras auditadas e auditorias SOC em serviços de custódia |
| Foxbit | Certificação SOC 2 e auditorias e padrões de segurança e privacidade |
| Binância | Mecanismos próprios de proteção ao usuário e comunicações públicas sobre cobertura de incidentes e reservas |
| OKX | Histórico de ajustes e reforços de conformidade em resposta a episódios regulatórios em alguns mercados |
Esse conjunto de fatores ajuda a explicar por que, em análises mais amplas, a noção de “melhor troca” não depende apenas de liderança em táxons. A discussão deixa de se concentrar em “quanto custa operar” e passa a considerar quanta previsibilidade existe quando algo dá errado.
Atendimento, atendimento público e capacidade de resolução de problemas
Quando o usuário precisa de atendimento, a diferença entre uma resolução rápida e um impasse prolongado costuma pesar mais do que alguns pontos-base economizados em taxas. O MB, por exemplo, foi reconhecido por quatro anos consecutivos com o selo RA1000, certificação máxima de excelência em atendimento ao cliente concedido pelo site Reclame Aqui.
Inclusive, no Reclame Aqui, as notas médias mostradas no recorte recente mostram o Mercado Bitcoin à frente de outras corretoras de peso que atuam no país. Embora esse indicador não substitua auditórios independentes de qualidade de serviço, ele funciona como sinal público da capacidade de resposta e resolução percebida pelos consumidores.
Nota média no Reclame Aqui (últimos 6 meses)
| Intercâmbio | Nota exibida |
|---|---|
| MercadoBitcoin | 8,8/10 |
| OKX | 8,7/10 |
| Foxbit | 7,4/10 |
| Base de moedas | 7,1/10 |
| Binance Brasil | 6,5/10 |
Portfólio e produtos
Para fugir da batalha contínua de taxas, as corretoras tentam se diferenciar com a oferta de uma amplitude de produtos adjacentes que atendem às necessidades típicas do investidor local.
No caso do MB, são mais de 800 ativos digitais, staking em mais de 15 ativos com possibilidade de saque imediato, crédito com garantia em criptografia e Renda Fixa Digital com média de 140% do CDI em 2025.
Em comparação, Binance e OKX são reconhecidos por ecossistemas globais e amplitude de produtos, mas a experiência do brasileiro pode variar mais por meio de entrada em BRL, disponibilidade local e suporte.
A Coinbase tem força institucional e padrões de controles mais próximos do sistema financeiro tradicional, embora nem sempre seja uma escolha de menor fricção para quem prioriza a rotina doméstica. A Foxbit busca competir com programação clara por volume e posicionamento local.
Conclusão: nem tudo se resume a taxas
Se o único critério na hora de escolher uma corretora para o menor percentual de taxa, outros aspectos relevantes da experiência do usuário tendem a ficar em segundo plano.
Uma comparação mais homologada à realidade do investidor brasileiro costuma considerar governança e evidências objetivas de controles, previsibilidade nos saques em reais, qualidade do atendimento e a capacidade de reduzir fricções tributárias e operacionais — fatores que ajudam a justificar o custo da operação.
Olhando para as corretoras nacionais, o MB combina auditorias pela KPMG, segregação patrimonial, histórico sem incidente crítico, prevenção de fraudes em escala e custo zero para depósitos em reais com limites explicitados por tipo de conta. Somam-se a isso a consulta pública forte no atendimento e a janela de 48 horas sem taxa para novos usuáriosque reduz o atrito com justiça no momento em que o investidor ainda está testando a plataforma e formando hábitos.
Há também uma dimensão regulatória que tende a pesar cada vez mais nas comparações. O MB possui autorização do Banco Central para atuar como Instituição de Pagamentos (MB Pay) e foi uma das principais corretoras do país para colaborar no debate regulatório do setor, seja por contribuições públicas, seja por iniciativas de autorregulação e de boas práticas. No campo tributário, a troca opera há anos dentro dos formulários de relatório e documentação, com entrega de informações e materiais de suporte ao investidor para organizar sua declaração de criptomoedas no Imposto de Renda e evitar inconsistências.
Com a entrada em vigor em novembro de 2026 das novas regras do Banco Central para falar de serviços de ativos virtuais e o aumento do rigor informacional também no âmbito da Receita Federal, a distância entre “corretoras baratas” e “corretoras qualificadas para o Brasil” tende a ficar mais visível. As plataformas que já nasceram com processos, governança, compliance e trilhos de relatório mais próximos do padrão regulatório brasileiro saem com vantagem na adaptação.
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Fonteportaldobitcoin



