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Resumo da notícia

  • Tokenização de debêntures e ouro digital ganham espaço no mercado financeiro.

  • Custódia institucional e ETFs cripto avançam com novas parcerias globais.

  • Autocustódia e pagamentos com stablecoins ampliam o uso cotidiano da Web3.

A semana foi marcada por diversos avanços no mercado cripto nacional. A VERT Capital anunciou a tokenização de debêntures da Mottu e do Banco Pine na XDC Network, somando cerca de US$ 375 milhões em ativos digitais e reforçando o uso da blockchain no mercado de renda fixa.

Ao mesmo tempo, a Mynt, plataforma do BTG Pactual, passou a oferecer o Paxos Gold (PAXG), ativo digital lastreado em ouro físico, ampliando opções de diversificação para investidores. O BTG também avançou na expansão do varejo ao concluir a aquisição de até 48% do meutudo de fintech, fortalecendo sua estratégia no crédito digital.

No campo institucional, a Ripple ampliou sua solução de custódia com novas parcerias com Securosys e Figment, oferecendo maior segurança, compliance e serviços de staking para bancos e empresas.

Já a BitGo e a 21Shares expandiram sua colaboração global em staking e custódia para ETFs e ETPs, acompanhando o crescimento da demanda por exposição regulada a ativos digitais. As iniciativas reforçam a adoção institucional do setor, com foco em infraestrutura segura, governança e eficiência operacional.

A inovação também avançou no uso cotidiano das criptomoedas. A KAST anunciou parceria com a Pudgy Penguins para lançar um cartão de stablecoin direcionado ao consumo diário, enquanto a Ledger integrou a DEX da OKX ao Ledger Live, permitindo negociação direta com autocustódia e maior segurança das chaves privadas.

VERT tokeniza debêntures da Mottu e Banco Pine

A VERT Capital anunciou a tokenização de debêntures brasileiras da Mottu e do Banco Pine na Rede XDC. As operações somam cerca de US$ 375 milhões em ativos tokenizados, reforçando a aplicação da tecnologia blockchain no mercado tradicional de renda fixa.

A emissão da Mottu já possui cerca de US$ 60 milhões tokenizados, com previsão total de US$ 93 milhões, enquanto a do Banco Pine soma aproximadamente US$ 268 milhões. Com essas operações, a VERT busca alcançar US$ 1 bilhão em ativos tokenizados na rede até o final de 2026.

Mynt passa a oferecer Paxos Gold

A Mynt, plataforma de ativos digitais do BTG Pactual, anunciou a inclusão do Paxos Gold (PAXG) em seu portfólio. O ativo permite investir em ouro físico por meio de negociação digital, com cada unidade equivalente a uma onça troy armazenada em cofres credenciados. A novidade amplia as opções de diversificação e reforça a estratégia do banco de oferta ativa global com acesso simplificado.

O PAXG possui lastro integral em barras de ouro mantidas pela Brink’s em Londres, certificadas pelo padrão London Good Delivery e com pureza superior a 99,5%. O ativo é emitido pela Paxos Trust Company, regulamentado pelo Departamento de Serviços Financeiros de Nova York, e auditado mensalmente pela KPMG. Uma estrutura que garante que o metal fique segregado do balanço da emissora, garantindo direitos diretos ao investidor.

O BTG também anunciou a conclusão da aquisição para aquisição de até 48% da fintech de crédito meutudo, operação ainda sujeita à aprovação regulatória.

A parceria entre as empresas já existia, com o BTG fornecendo mais de 80% do funding da fintech. A combinação da tecnologia do meu tudo com a estrutura de capital e governança do banco deve fortalecer a oferta de crédito e a contribuição para a criação de um ecossistema financeiro mais competitivo no mercado brasileiro.

Ripple amplia custodia institucional

A Ripple anunciou novas parcerias estratégicas com Securosys e Figment para expandir os recursos da Ripple Custody, sua solução de custódia de ativos digitais voltada para instituições. A iniciativa busca acelerar a adoção institucional ao oferecer maior segurança, conformidade regulatória e integração simplificada para bancos e empresas do setor financeiro.

Com a Securosys, a empresa passa a oferecer módulos de segurança de hardware (HSM) para proteção de chaves criptográficas, disponíveis em ambientes locais ou na nuvem. Já a parceria com a Figment permite que as instituições coloquem staking em redes como Ethereum e Solana sem necessidade de infraestrutura própria. A Ripple também integrou recursos de compliance da Chainalysis e adquiriu a Palisade, reforçando suas capacidades operacionais.

As melhorias permitem triagem de transações em tempo real, controle direto sobre investimentos e expansão de serviços financeiros baseados em blockchain com padrões institucionais de segurança. Segundo a empresa, o objetivo é reduzir a complexidade tecnológica e facilitar a entrada de instituições regulamentadas no mercado de ativos digitais.

KAST e Pinguins Pudgy

A plataforma financeira KAST anunciou parceria com a marca Web3 Pudgy Penguins para lançar o Pengu Card, um cartão de stablecoin baseado em propriedade intelectual. O produto busca integrar a cultura Web3 ao uso cotidiano, permitindo pagamentos com ações digitais em um modelo direcionado ao consumidor global.

O cartão será oferecido nas versões Standard, Premium e Luxe, seguindo a estrutura de preços e recompensas já contratadas pela KAST. Disponível inicialmente como cartão virtual, o produto terá versão física lançada posteriormente. A iniciativa também serve como porta de entrada para o ecossistema Pudgy Penguins, ampliando o acesso à comunidade.

BitGo e 21Shares

A BitGo e a 21Shares anunciaram a expansão de sua parceria estratégica nos Estados Unidos e na região EMEA, com foco em serviços de staking e custódia para produtos criptográficos como ETFs e ETPs.

A expansão ocorre após avanços regulatórios da BitGo, incluindo missão para operar como banco fiduciário federal nos EUA e licenças na União Europeia. As empresas destacam que a colaboração reforça a adoção institucional de investimentos digitais e impulsiona o desenvolvimento de novos produtos financeiros globais.

Outra novidade é que a BitGo recebeu aprovação do Office of the Comptroller of the Currency (OCC) para operar como banco fiduciário federal nos Estados Unidos, sob o nome BitGo Bank & Trust. O novo status fortalece seus serviços de custódia institucional e amplia a supervisão regulatória sobre suas operações com ativos digitais.

A mudança impacta diretamente o mercado imobiliário, especialmente em transações que utilizam criptomoedas como forma de pagamento. Empresas como o Guaranty Escrow afirmam que a autorização aumenta a confiança institucional e facilita a integração de ativos digitais em processos tradicionais de compra e venda de imóveis.

A nova estrutura já viabilizou operações de alto valor, como uma transação imobiliária de US$ 3,55 milhões financiada integralmente com criptomoedas. O avanço reforça a convergência entre infraestrutura criptográfica e sistemas comerciais tradicionais, oferecendo maior segurança jurídica e previsibilidade.

Ledger integra DEX da OKX ao Ledger Live

A Ledger anunciou a integração da exchange descentralizada da OKX ao aplicativo Ledger Live, permitindo que os usuários negociem criptomoedas diretamente pela plataforma mantendo controle total sobre suas chaves privadas. As transações são assinadas no dispositivo físico, garantindo maior segurança e proteção dos ativos.

A solução utiliza o agregador de liquidez da OKX, que conecta mais de 400 fontes e mais de 25 blockchains, incluindo Ethereum, Polygon e BNB Chain. A atualização elimina a necessidade de exchanges centralizadas ou interfaces externas, facilitando o acesso a mercados on-chain com segurança de armazenamento em cold wallet.

A iniciativa acompanha a crescente demanda por soluções de autocustódia e pode beneficiar mercados como o Brasil, onde redes com taxas mais baixas têm ampla adoção. O movimento também sinaliza uma transformação no setor ao aproximar negociação ativa e armazenamento seguro.

Fontecointelegraph

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