A provedora global de índices MSCI adiou a decisão sobre uma possível mudança na forma como as empresas tratam com exposição significativa a criptomoedasmantendo o status quo após uma consulta que levantou questões sobre classificação, volatilidade do balanço patrimonial e construção de índices.
Os resultados da revisão, publicados na terça-feira, abrangeram as chamadas empresas de tesouraria de ativos digitais (DATCOs, na sigla em inglês), uma categoria que inclui empresas cujos balanços patrimoniais são fortemente concentrados em ativos como Bitcoin ou outros criptoativos.
A revisão “confirmou a preocupação de investidores institucionais de que alguns DATCOs apresentam características semelhantes a fundos de investimento, que não são elegíveis para inclusão” em seus índices, afirma o comunicado.
A decisão preserva, por enquanto, a elegibilidade para inclusão em índices de empresas de tesouraria e infraestrutura de investimentos digitais, mas deixa em aberto como essas empresas poderão ser tratadas futuramente em benchmarks globais de ações.
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A revisão também examinou essas empresas ainda se enquadram na definição de negócios operacionais para fins de índice ou se sua exposição a ativos se torna mais semelhante a veículos de investimento, de acordo com as regras de índice existente.
“As DATCOs podem representar um subconjunto de um grupo mais amplo de entidades cujas atividades comerciais são predominantemente externas para investimentos, em vez de operacionais”, diz o comunicado.
A MSCI afirmou que os resultados da consulta se aplicam à sua Revisão de Índices de fevereiro de 2026, confirmando que nenhuma alteração no tratamento das empresas de tesouraria de ativos digitais será inovadora nesse ciclo.
A decisão significa que os DATCOs incluídos nos índices globais do MSCI permanecerão elegíveis durante a revisão, desde que continuem a atender a todos os outros requisitos de inclusão.
Ações da Estratégia disparam 6,9%
A Strategy, pioneira no modelo para empresas de tesouraria de ativos digitais, classificou a decisão como “um resultado positivo para a indexação neutra e a realidade econômica”.
As ações da MSTR subiram aproximadamente 6,9%, para US$ 168,7, no pós-mercado em Nova York após o adiamento da MSCI.
No ano passado, Wall Street viu um aumento no número de empresas de capital abertas que adotaram estratégias de tesouraria de criptomoedas, captando recursos por meio de ações e dívidas para acumular ativos digitais como reservas em seus balanços.
O que começou com a compra agressiva de Bitcoin pela Strategy se expandiu à medida que outras empresas adotaram abordagens semelhantes, posicionando seus balanços corporativos como um veículo para exposição institucional a criptomoedas.
Conforme a tendência se expandiu, essas empresas de tesouraria de ativos digitais atraíram forte interesse dos investidores, com algumas negociações com prêmios atrelados mais às suas reservas de tokens do que ao desempenho operacional. Mais tarde, no mesmo ano, esses prêmios diminuíram com o aumento da volatilidade das criptomoedas e das preocupações com a sustentabilidade.
O ciclo mudou da rápida adoção para a reavaliação, deixando reguladores, provedores de índices e investidores debatendo se as empresas de tesouraria de criptomoedas representam um modelo corporativo residencial ou uma fase específica do mercado.
* Traduzido e editado com autorização do Decrypt.
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Fonteportaldobitcoin



