Uma gestora global de ativos VanEck reforçou sua tese de investimento para o Avalanche (AVAX), destacando a clareza econômica e a adequação do produto ao mercado como diferenciais competitivos fundamentais. No momento da redação, o token AVAX é negociado em torno de US$ 12 (aproximadamente R$ 69), buscando recuperação após testar níveis de suporte importantes. O posicionamento do gestor ocorre em um momento crucial, logo após o lançamento de seu produto negociado em bolsa (ETP) focado no ativo.
O que está por trás da análise da VanEck?
A VanEck, conhecida por ser pioneira em produtos de investimento em criptoativos, escolheu o Avalanche para seu primeiro ETF de Camada 1 alternativo (alt-L1) com base em detalhes concretos de adoção empresarial. Segundo Matthew Siegel, chefe de pesquisa de ativos digitais da VanEck, a decisão foi impulsionada pelo “product-market fit” (adequação do produto ao mercado) e por uma equipe de desenvolvimento de negócios ativos, capaz de atrair instituições reais para a rede.
Para o investidor, isso sinaliza uma mudança de narrativa: o foco sai da especulação pura para a utilidade. No entanto, o mercado ainda digere esses movimentos. Recentemente, vimos que o ETF da AVAX teve uma estreia com demanda fraca, o que contrasta com a visão otimista de longo prazo apresentado pelo gestor. A tese de VanEck sugere que, durante as baixas do mercado, os “construtores sérios” se separam dos turistas, preparando o terreno para a próxima fase de crescimento institucional.
Quais são os fundamentos e aspectos destacados?
Uma análise de VanEck, discutida em conjunto com o Ava Labs, aponta para questões específicas que podem contribuir para o valor do ecossistema:
- Crédito Privado On-Chain: O uso da rede para tokenização de ativos do mundo real (RWA) e crédito privado é visto como um diferencial de fluxo de capital estável.
- Clareza Econômica: A estrutura de taxas e a queima de tokens do Avalanche oferecem previsibilidade para investidores institucionais.
- Adoção em Escala: Dados recentes indicam um aumento de aproximadamente 2.000% nos usuários ativos diários na C-Chain em janeiro de 2026, além de um crescimento de 31% nas transações mensais.
Esses fundamentos são cruciais em um momento em que o mercado observa uma concentração de capital em poucos ativos vencedores. Enquanto outras redes lutam por identidade, o Avalanche tenta se consolidar como uma infraestrutura preferida para finanças tradicionais (TradFi) que migra para o DeFi. Além disso, a estratégia de sub-redes coloca o projeto em uma posição única, especialmente quando comparado aos movimentos de concorrentes, como quando o Ethereum ajusta seu foco estratégico.
Como isso afeta o investidor brasileiro?
Para o investidor local, uma validação de uma gigante como a VanEck serve como um selo de qualidade institucional, mas exige cautela nos pontos de entrada. Em reais, o AVAX encontra um suporte psicológico forte na faixa dos R$ 65-70. Perder esse nível poderia levar o ativo a buscar os mínimos anteriores, enquanto a recuperação visa alvos de resistência chegaria a US$ 18-20 (R$ 105-115).
É importante observar como o AVAX se comporta em relação ao Bitcoin. Dados da Glassnode sobre a rotação de capital entre Bitcoin e altcoins sugerem que o fluxo de liquidez para altcoins de alta capitalização, como o Avalanche, depende da estabilidade da principal criptomoeda do mercado. O investidor brasileiro deve monitorar os fundamentos do RWA e traduzi-los em volume de negociação nas corretoras locais.
Riscos e o que observar
Apesar do otimismo institucional, os riscos de curto prazo persistem. O lançamento do ETF VAVX com fluxos iniciais tímidos demonstra que a aprovação regulatória, por si só, não garante valorização imediata. Os investidores devem estar atentos aos indicadores macroeconômicos globais e à capacidade da rede de manter o crescimento de usuários ativos para além dos incentivos de curto prazo. A tese é sólida, mas a execução do mercado ainda precisa se provar diante da volatilidade atual.
Fontecriptofacil



