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O mercado de criptomoedas entra em dezembro com um ambiente mais favorável do que nas semanas anteriores, após um período de forte volatilidade causada pela abertura de liquidez nos EUA, pressão de venda de ETFs e temores macroeconômicos, que chegou ao colapso do Bitcoin para US$ 80 mil.

A expectativa agora é de uma recuperação moderada, impulsionada por sinais de estabilização no cenário internacional e pela possibilidade de fluxos institucionais voltarem a ganhar força.

Os especialistas apontam que a correção recente abriu oportunidades de entrada, especialmente em ativos que mantêm fundamentos sólidos, grande capitalização e uso crescente em ecossistemas relevantes. Entre as principais apostas para o mês estão Bitcoin, Ethereum e algumas altcoins que se beneficiam de tendências como tokenização, infraestrutura de alto desempenho e avanço regulatório.

Bitcoin e Ethereum

O consenso entre os analistas é que o Bitcoin (BTC) continua sendo a principal tarifa do apetite de risco. Para Marcelo Person, Crypto Treasury & Markets Director da Foxbit, o ativo ainda é o grande pilar institucional: “Com os ETFs consolidados, crescimento dos serviços de custódia profissionais e a dominância em alta, o Bitcoin continua sendo o principal impulsionador do mercado.”

Ele destaca projeções de grandes bancos: “Analistas projetam que o ativo pode atingir a faixa dos US$ 135 mil ainda em 2025, caso supere a resistência crítica entre US$ 90 mil e US$ 100 mil.”

Para Guilherme Fais, da NovaDAX, mesmo após quedas recentes os sinais permanecem construtivos: “Os pequenos investidores estão vendendo no pânico, enquanto baleias e ETFs continuam se acumulando.” Ele considera que dezembro pode marcar o início de um movimento de retomada caso o ambiente macro mostre sinais de estabilização.

Paulo Camargo, CIO da Underblock e embaixador da OKX, vai na mesma linha: “O bitcoin permanece como o principal ativo a se observar neste mês. Um avanço consistente só deve ocorrer caso a moeda se firme acima da região dos 116 mil dólares.”

Não Ethereum (ETH)o otimismo também é compartilhado. Segundo Rony Szuster, chefe de pesquisa do MB (Mercado Bitcoin), o ativo segue beneficiado pela recuperação do setor e pelo uso crescente em staking e soluções de segunda camada. “O Ethereum pode ser promissor devido ao aumento da liquidez no mercado criptográfico e à expectativa de novos fluxos institucionais impulsionados por ETFs.”

Fais reforçam o papel da ETH em momentos de indecisão de mercado: “O Ethereum tende a absorver liquidez em períodos de indecisão, o que pode favorecer um desempenho melhor no final do ano.”

Já Marcelo Person afirma que a demanda estrutural continua aumentando: “A redução de ETH na circulação nas exchanges e o aumento do staking continuam diminuindo a pressão compradora. A rede deve encerrar o ano com picos de atividade on-chain.”

Solana (SOL)

UM Solanaé unanimidade entre os analistas como uma das criptomoedas mais promissoras para dezembro.

Para Rony Szuster, do MB, o ativo se beneficia da entrada institucional: “A Solana pode contar muito em breve com um ETF à vista na bolsa americana, podendo disponibilizar inclusive o recurso de staking, potencializando em grande medida a entrada de capital institucional.”

A analista Ana de Mattos, parceira da Ripio, reforça esse movimento, dizendo que “a Solana amadureceu muito em 2025. Recebeu seu primeiro spot ETF nos EUA no fim de outubro e tem surgido uma leva de produtos com staking embutido.”

Para ela, a queda recente representa oportunidade: “Mesmo recebendo fluxo, o SOL recuperou cerca de 30% desde a estreia dos ETFs, o que pode ser visto como oportunidade para comprar a preços mais baixos.”

Já Fais ressalta que a Solana tem sido “uma das altcoins mais fortes do ano” e continua atraindo desenvolvedores e novos projetos, com alto uso real em aplicações descentralizadas.

Elo de corrente (LINK)

UM Elo de correnteaparece repetidamente entre as recomendações, principalmente pela relevância crescente da tokenização de ativos do mundo real. Szuster explica: “A Chainlink resolve um dos maiores problemas do setor: a falta de dados confiáveis ​​para contratos inteligentes.”

Guilherme Fais reforça a tese destacando que a LINK se beneficia diretamente da expansão da tokenização de ativos reais, já que fornece uma infraestrutura de oráculos usados ​​por bancos, corretoras e instituições.

“A Chainlink hoje está bem posicionada como infraestrutura crítica para RWA, oferecendo oráculos, automação e conectividade entre diferentes redes, além de soluções específicas para ativos tokenizados”, complementa André Sprone, da MEXC.

Aave (AAVE)

UM Aavetambém aparece entre as mais citadas e representa a tese de DeFi de que “gera caixa” e permanece sólida mesmo em períodos de volatilidade. “Aave é vista como promissora porque ocupa posição central no ecossistema DeFi, oferecendo segurança, liquidez e um histórico consistente de desenvolvimento”, afirma Szuster.

Ana de Mattos reforça a tese: “A AAVE está lançando a atualização V4, que promete melhorar a eficiência de capital e a organização de liquidez. A atualização pode funcionar como uma atualização para altas no longo prazo.”

XRP

UM XRP volta ao radar dos especialistas com força após uma fase de grande avanço regulatório e lançamento de ETFs nos EUA.

Para Ana de Mattos, o fim da disputa com a SEC trouxe regulamentação clara e abriu caminho para os primeiros ETFs spot de XRP, que captaram mais de US$ 100 milhões em um dia.

A crescente adoção institucional da Ripple reforça o cenário positivo, impulsionado pelo avanço global da empresa em soluções de pagamentos, custódia e stablecoins.

Toncoin (TON)

Entre as recomendações de final de ano, a Toncoin ganha destaque como uma das principais apostas fora do “mundo cripto tradicional”. “A TON vem consolidando sua como presença uma das blockchains mais externas ao uso real, integrada ao Telegram com pagamentos nativos, miniapps e transferências P2P”, diz Person.

Segundo ele, o aumento natural de tráfego nas plataformas digitais em dezembro tende a contribuir ainda mais o ecossistema: “Com o aumento natural do tráfego digital e consumo de conteúdo nas redes sociais, o ecossistema TON tende a se beneficiar diretamente.”

Outras criptomoedas

Além das principais apostas, os especialistas também mencionaram outros ativos que podem se destacar em dezembro.

Paulo Camargo, da Underblock, cita o token de alta volatilidade Hiperlíquido (HYPE) como potencial destaque de curto prazo.

Marcelo Person aponta para redes de segunda camada relevantes como Otimismo (OP) e Arbitragem (ARB)impulsionadas por ecossistemas em expansão e grandes programas de incentivos. Já André Sprone destaca Ondo (ONDO) como um dos ativos mais representativos da tese de tokenização institucional.

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Fonteportaldobitcoin

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