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O mês de fevereiro começa com o mercado de criptomoedas em um ambiente de cautela. Após um início de ano marcado para esperança de retomada das altas, os últimos dias foram de pânico, com o Bitcoin voltando para os US$ 82 mil e o Ethereum caminhando para os US$ 2.500.

Nesse contexto, a combinação entre regulação, infraestrutura institucional e narrativas ligadas à proteção patrimonial e eficiência operacional ganha peso nas escolhas para o mês. Especialistas ouvidos pelo Portal do Bitcoin Aponte que fevereiro tende a ser um período menos eufórico e mais estratégico, em que a seleção de ativos importa mais do que apostas generalizadas.

Redes consolidadas, soluções de escalabilidade, protocolos ligados a pagamentos, derivativos e até ativos tokenizados lastreados em ouro aparecem como temas centrais nas análises. Confira abaixo as principais apostas dos analistas.

Solana (SOL)

Entre as altcoins mais citadas, Solana mantém destaque pela intensa atividade on-chain e pelo avanço técnico da rede. André Sprone, da MEXC, observa que a blockchain se consolida como a mais ativa em volume de transações, impulsionada principalmente pelo crescimento de stablecoins e por upgrades que reduziram drasticamente o tempo de finalização das transações. Para ele, esse movimento reforça o papel da Solana como camada preferida para pagamentos e aplicações específicas ao usuário final.

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Na mesma linha, André Franco, CEO da Boost Research, destaca que, mesmo após a desaceleração de preços desde a estreia dos ETFs em 2025, a rede está atraindo novos aplicativos e mantendo sua eficiência operacional. A leitura é de que a força do ecossistema sustenta a tese do ativo, independentemente de oscilações de curto prazo.

Hiperlíquido (HYPE)

No segmento de derivativos on-chain, a Hyperliquid se consolida como uma das infraestruturas mais robustas do meio DeFi. A equipe de análise da Coinext aponta que a plataforma acumulou volumes trilionários, forte geração de receita e crescente participação institucional.

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André Franco ressalta que, após uma valorização expressiva em janeiro, o protocolo declarado capacidade singular de gerar receita mesmo em cenários adversos, reforçando sua posição como uma das apostas mais estruturais do mercado para fevereiro.

Arbitragem (ARB)

A Arbitrum aparece como principal representante da narrativa de escalabilidade do Ethereum. Marcelo Person, da Foxbit, ressalta que o projeto liderou o aumento do mercado de rollups em valor total travado, refletindo a atividade on-chain e a migração de novos protocolos para a rede.

Segundo ele, a expectativa de incentivos adicionais e redistribuição de tokens ao longo de 2026 reforça o interesse pela ARB, especialmente em um cenário em que taxas e eficiência seguem sendo fatores decisivos.

Outras altcoins

Diversas outras altcoins foram citadas pelos analistas. UM Avalanche (AVAX) é apontada como uma aposta ligada ao avanço da tokenização e de soluções institucionais. Marcelo Person destaca que a compatibilidade com a EVM e o foco em aplicações financeiras tornam a rede atrativa para modelos corporativos e iniciativas de ativos do mundo real.

A avaliação é de que, à medida que as instituições buscam blockchains com uso prático e adaptabilidade regulatória, projetos com esse perfil tendem a ganhar espaço ao longo de 2026, começando já em fevereiro.

Já o XRP retorna ao radar institucional após a resolução de entraves regulatórios nos Estados Unidos. André Sprone destaca que a expectativa de aprovação de um ETF e o lançamento da stablecoin RLUSD pela Ripple reforçam o posicionamento do ativo como solução de liquidação cross-border para instituições financeiras. A leitura predominante é de que a combinação entre claramente jurídica, alta liquidez e integração com o sistema financeiro tradicional sustenta o interesse pelo token no curto e médio prazo.

Em meio à valorização dos metais preciosos, o ouro tokenizado ganha espaço nas análises. Marcelo Person, da Foxbit, e Paulo Camargo, da Underblock, apontam que stablecoins duraram em ouro, como o XAUtsurgem como alternativa ao dólar em períodos de incerteza macroeconômica. Para os analistas, a demanda estrutural de proteção patrimonial, especialmente por parte dos bancos centrais, tende a manter o interesse por esse tipo de ativo também dentro do ecossistema criptográfico.

Entre as novas blockchains de primeira camada, a Sui ganha atenção pelo ritmo acelerado de desenvolvimento. Sprone observa que a forte atividade de desenvolvedores, os pedidos de ETF spot em análise e o lançamento de uma stablecoin própria em fevereiro adicionam novos vetores à narrativa do projeto. A combinação entre desempenho técnico e foco em privacidade on-chain coloca o ativo entre os nomes a serem monitorados no mês.

UM Chiliz (CHZ) surge como uma aposta temática ligada ao setor esportivo e de entretenimento. A equipe de Research da Coinext destaca que a proximidade da Copa do Mundo de 2026 reacendeu o interesse pelos fan tokens, impulsionando a demanda por CHZ. Além disso, iniciativas de tokenização de receitas futuras de clubes, por meio de estruturas de Real World Assets aplicadas ao esporte, reforçam a tese de uso real do protocolo e ampliam sua relevância para fevereiro.

Ó BNB entra no radar por avanços institucionais e técnicos. A Coinext destaca o movimento de gestores em direção a produtos regulados ligados ao token, como pedidos de ETFs e ETPs, além do hard fork Fermi, que aumentou a eficiência da BNB Smart Chain. A combinação entre melhorias de infraestrutura e maior acesso institucional sustenta a leitura construtiva para o ativo no mês.

Bitcoin e Ethereum

Apesar da atenção às altcoins, Bitcoin e Ethereum seguem como âncoras do mercado. Os analistas concordam que o Bitcoin continua sendo a principal tabela de confiança e liquidez, mesmo necessária. O fluxo constante de ETFs à vista e o interesse de grandes investidores indicam que o BTC ainda deve ditar o mercado em fevereiro.

Já o Ethereum mantém sua posição como infraestrutura dominante para DeFi, stablecoins e tokenização de ativos do mundo real. Mesmo com a desaceleração em alguns indicadores, o uso da rede segue estável, sustentado por aplicações institucionais e avanços em interoperabilidade. Para fevereiro, a leitura é de continuidade na consolidação de fundamentos, em um mercado que privilegia projetos resilientes e com entrega comprovada.

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Fonteportaldobitcoin

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