Há cerca de um mês, o mercado de criptomoedas entrou em uma dura queda, com o Bitcoin saindo de casa de US$ 90 mil e chegando a bater US$ 60 mil no início de fevereiro. Mas nem tudo foi pânico e entre as altcoins alguns poucos ativos subiram, com quatro deles saltando mais de 15% nesses últimos 30 dias.
Mesmo nesse ambiente adverso — marcado por medo extremo, saídas de capital e queda de liquidez — alguns poucos projetos conseguem se descolar do restante do mercado. Entre as criptomoedas que subiram estão tokens focados em DeFi, stablecoins e outros segmentos que se beneficiam do cenário macro.
Para além dos quatro ativos que mais subiram, uma narrativa que teve destaque foi a do ouro, fazendo com que PAX Gold (PAXG) e Tether Gold (XAUT), ambas stablecoins lastreadas no metal, subissem mais de 10%. Nos últimos 30 dias, o PAXG subiu cerca de 11,8%, enquanto o XAUT avançou aproximadamente 11,5%.
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O desempenho acompanha diretamente a forte valorização do ouro no mercado tradicional, que bateu máximos históricos no período. Em meio às incertezas macroeconômicas, às tensões geopolíticas e às expectativas de afrouxamento monetário no médio prazo, o metal voltou a ser visto como um dos principais portos seguros globais. Esses tokens funcionam como uma ponte entre o mercado criptográfico e o nosso físico, permitindo a exposição ao metal sem sair do ambiente blockchain.
Confira abaixo as criptomoedas que mais subiram no período de pânico do mercado:
Cantão (CC)
A Cantão foi a maior alta do grupo, com valorização de 23,4% em 30 dias. O desempenho chama a atenção por ocorrer em um momento em que a maioria dos tokens estão ligados a infraestrutura e finanças descentralizadas registradas forte queda.
O projeto está conectado à Canton Network, uma blockchain desenvolvida com foco institucional, especialmente para tokenização de ativos financeiros, integração entre bancos, gestoras e mercados regulamentados. Diferentemente dos blockchains abertos tradicionais, o Cantão aposta em ambientes permissionados e interoperáveis, algo que vem ganhando espaço à medida que grandes instituições buscam usar blockchain sem abrir mão de requisitos regulatórios.
A alta recente reflete justamente esse interesse crescente pelos ativos do mundo real (RWAs) e soluções que conectam o sistema financeiro tradicional à tecnologia blockchain. Em um momento de mudança ao risco, projetos com visão mais institucional tendem a ser vistos como menos especulativos, o que ajuda a explicar sua resiliência.
Hiperlíquido (HYPE)
Talvez o mais conhecido entre os tokens que mais subiram, o HYPE, da plataforma Hyperliquid, acumulou alta de 20,9% nos últimos 30 dias, mesmo enfrentando emoções intensas no curto prazo.
A Hyperliquid é uma DEX especializada em derivativos, com foco em contratos perpétuos e de alta performance. O protocolo ganhou destaque ao oferecer uma experiência próxima às exchanges centralizadas, com spreads reduzidos, liquidez elevada e execução rápida, algo raro no ambiente DeFi.
Durante o período de queda do mercado, o volume de negociação em derivativos cresceu significativamente, impulsionado por traders que buscavam proteção, arbitragem ou operações vendidas. Isso beneficiou diretamente o Hiperlíquido. Além disso, o protocolo conta com um mecanismo de recompra e queima, no qual parte das taxas é usada para comprar HYPE no mercado, criando pressão deflacionária sobre o token.
Esse conjunto, aumento de volume, narrativa forte em derivativos e tokenomics agressivos, ajudou o ativo a se sustentar mesmo com o mercado em queda.
Céu (CÉU)
A criptomoeda SKY registrou valorização de 16,9% em 30 dias. O projeto está inserido no ecossistema DeFi, com foco em soluções de infraestrutura e liquidez, incluindo emissão de stablecoins como garantia de operações de crédito. Embora ainda seja menos conhecido do público geral, o token passou a atrair atenção aumento após expressivo de volume e maior presença em plataformas de rastreamento e negociação.
A parte da alta pode ser explicada por movimentos de rotação de capital. Em períodos de correção profunda, investidores mais especulativos tendem a buscar projetos menores, com menor capitalização e maior potencial de valorização relativa. Além disso, o fato do token não ter acompanhado os altos ciclos anteriores torna o SKY atrativo para apostas assimétricas.
Mesmo assim, os analistas apontam que o movimento carrega um componente relevante de risco, típico de ativos que sobem em ambientes de baixa liquidez.
Chuva (CHUVA)
O token RAIN acumulou alta de 16,6% em 30 dias, impulsionado principalmente por um forte desempenho agora em fevereiro, com ganhos de mais de 10% apenas nesta terça (10).
O projeto está ligado a soluções de pagamentos e infraestrutura criptográfica, um setor que tende a ganhar relevância em momentos de estresse de mercado. A Rain permite que os usuários criem opções baseadas em eventos específicos, combinando design descentralizado com um mecanismo de recompra e queima para reduzir a oferta ao longo do tempo.
O aumento significativo do volume negociado sugere que o ativo passou a ser usado tanto para operações táticas quanto para posicionamento especulativo. Além disso, projetos ligados a pagamentos costumam se beneficiar da narrativa de uso prático do blockchain, algo que ganha força quando o discurso puramente especulativo perde espaço.
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Fonteportaldobitcoin



