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É inegável o desempenho positivo que o Bitcoin apresentou ao longo dos últimos anos. Esse movimento foi impulsionado, principalmente, pela adoção institucional, com destaque para a aprovação de ETFs à vista nos Estados Unidos, o aumento da participação de grandes gestores e empresas adicionando o ativo às suas tesourarias, além de iniciativas como a de El Salvador, que introduziu o Bitcoin como moeda de curso legal (ainda que com ajustes regulatórios recentes).

No entanto, como qualquer ativo volátil, o Bitcoin permanece sensível a fatores externos. Tensões macroeconômicas, instabilidades políticas e eventos específicos do setor, como falências de corretoras ou ataques a protocolos, continuam exercendo influência sobre seu preço no curto prazo.

Ainda assim, existe um ponto estrutural relevante que diferencia o Bitcoin de muitos outros ativos: Ao longo de sua história, ele declarou uma notável capacidade de recuperação.

Apesar de ciclos de queda, o ativo nunca deixou de operar, sua rede funcional e sua proposta de valor, baseada em deficiência, descentralização e previsibilidade, contínua intacta. Em outras palavras, o Bitcoin pode perder preço temporariamente, mas sua infraestrutura e fundamentos são mostrados resilientes ao longo do tempo.

Diante desse contexto, surge a questão: 2026 será um ano positivo para o Bitcoin?

Para responder a isso, é importante analisar os principais fatores que atualmente influenciam o comportamento do ativo. Entre eles, destaca-se o cenário geopolítico: conflitos no Oriente Médio, mudanças na política externa de grandes potências e até mesmo declarações de figuras políticas como Trump podem impactar diretamente o apetite por risco nos mercados e, consequentemente, o fluxo de capital para ativos como o Bitcoin.

Entretanto, é importante contextualizar: esse tipo de pressão não é novidade. O Bitcoin já causou eventos de grande magnitude no passado, como a guerra entre Rússia e Ucrânia e a pandemia da COVID em 2020. Mesmo diante desses eventos, o ativo não apenas sobreviveu, como eventualmente se recuperou, reforçando sua característica de resiliência estrutural.

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Uma análise rápida do preço demonstra que apesar das quedas recentes, o BTC está sendo negociado próximo a um fundo, onde chegou na região dos US$ 60 mil, o que pode significar uma recuperação possível no médio a longo prazo.

Além disso, uma métrica importante é o saldo de BTC com os Detentores de longo prazo – os investidores de longo prazo – que acumularam na semana mais de 30.000 BTCs, demonstrando que estão acumulando o ativo a esse nível de preço.

Além disso, os fluxos dos ETFs à vista seguindo apoiando o Bitcoin, indicam que o interesse de grandes investidores continua presente mesmo com oscilações recentes. Esse movimento ajuda a reduzir a oferta disponível no mercado e fortalece a demanda de longo prazo.

Diferente dos ciclos passados, o cenário atual conta com uma base institucional mais sólida e menos impulsiva. Somado à acumulação por investidores de longo prazo, isso reforça uma visão positiva para o ativo. Assim, apesar da volatilidade no curto prazo, os fundamentos sugerem um cenário construtivo para o Bitcoin em 2026.

Sobre a autora

Vanessa Oliveira curso de gestão financeira e está no mercado de criptomoedas há 5 anos, é analista técnico e fundamentalista. Já participei como palestrante nos principais eventos de criptomoedas. Hoje atua como estagiária na equipe de Research no Mercado Bitcoin.

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Fonteportaldobitcoin

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